Abobrinhas

por Pacheco Jr.

Resolvi abrir esse espaço para que eu pudesse me expressar, majoritariamente acerca do comportamento humano. Essa página é uma alternativa a um blog pessoal. Uma alternativa interessante, eu creio.

Texto escrito em 31/01/09.

“I don’t know if I can yell any louder
How many times have I kicked you out of here or said something insulting?
I can be so mean when I wanna be
I am capable of really anything
I can cut you into pieces when my heart is broken
(…)
Can’t you tell that this is all just a contest?
The one who wins will be the one who hits the hardest”

Pink sempre foi uma artista com músicas bem pessoais. Ela entrega músicas sempre com as quais nós podemos nos identificar, em qualquer momento da nossa vida. Alguns dos versos da música Please Don’t Leave Me conseguem me descrever de forma que pouquissimos artistas conseguiram. Especialmente por eu não estar passando por uma das melhores fases de minha vida.

Nunca fui uma pessoa muito fácil de se lidar. Fato. Mas todos sabem que faço o meu melhor para sempre estar com um sorriso no meu rosto. Às vezes de orelha a orelha, às vezes um tímido, mas sempre sorridente, e sempre tentando ser o mais agradável possível com os outros. Fora da família.

Talvez seja por isso que quando se trata dos parentes mais próximos – essa regra não se aplica à minha irmã mais velha, por quem tenho um amor e respeito maior do que o mundo – eu não tenha mais tanta paciência.

Não sei se sou só eu, mas tenho a impressão de que as pessoas tendem a te respeitar mais quando estão fora da família. É mais complicado conseguir esse respeito com quem tem viu crescer e ainda acha que você tem seus 10 anos. É muito complicado. A vida de uma maneira geral é complicada. Se bem que ninguém nunca disse que não seria.

Enfim, e o problema só se potencializa quando pessoas mesquinhas fazem parte da sua vida. Uma coisa é quando elas são conhecidas e você tem a opção de deixa-las fazerem ou não parte da sua vida. Outra, é quando você simplesmente não tem escolha.

Minha irmã mais velha acredita que tudo acontece porque tem que acontecer e que precisamos aprender com essas situações. De certa forma, eu concordo. Mas é muito difícil. Muito.

A parte interessante dessas coisas é você descobrir do que um ser humano é capaz. Quanta hipocrisia ainda existe. E quem você menos espera, se manifesta de maneira hipócrita. Tá. Você acaba esperando, cedo ou tarde. E essas pessoas estão cada vez mais proximas de você.

Complicado tentar explicar o sentido por trás da situação sem explicá-la propriamente dita. O fato é que as pessoas são capazes de coisas das quais a gente nem imagina. Mas no fim das contas, a gente tem que abstrair, superar e deixar passar. Claro que é difícil. E como. Sei também que a gente raramente faz isso, mas no final, é isso
que faz da gente pessoas melhores.

E a gente ainda espera que as pessoas aprendam que todos os demais são dignos de respeito, sejam nossos pais, sejam nossos irmãos, sejam os menos favorecidos.

Principalmente aqueles que se escondem por trás se uma religião, dita como salvadora, em que desmerecem aqueles que não fazem parte dela ou que discordam dela. Além disso, existem aqueles que desfavorecem os outros por terem um completamente dito impuro, só Deus sabe por quem.

Esse é o pior tipo de pecado que existe, na minha opinião: a falta de respeito com os outros seres humanos – coisa pregada desde os primórdios por Jesus Cristo. As pessoas são diferentes umas das outras. Enquanto os outros não se derem conta disso, o mundo vai continuar do jeito que está. Isso é muito, muito triste. Eu espero que Deus tenha pena das almas desses pobres infelizes.

É por isso que esse mundo não vai pra frente.

2 pensamentos sobre “Abobrinhas

  1. Como já diz a nossa mãe, denominada Constituição Federal, tratar os iguais como iguais e os desiguais como desiguais, na medida da sua desigualdade…Algo assim… Claro, não se refere a tratar mal ou faltar o respeito mas, justamente, entender as diferenças de cada um, aceitá-las e lidar com elas da melhor maneira possível!
    Foi pensando um pouco nessa hipocrisia toda em que vivemos que escrevi o “Geração Plastificada” no R905 (www.republica905.blogspot.com). Exatamente para mostrar que, precisamos reverter esse vazio que nos assola e não nos permitir ser, somente, um copo vazio.

    Adorei o Texto!
    Aquele Abraço Jay!!!

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