A mulher fatal…

Como a própria disse, “a bitch está de volta, e melhor do que nunca”. Britney Spears está de álbum novo este mês e o Mercado Pop foi um dos que ouviu ao CD com exclusividade. Rs. Brincadeirinha. Como todos sabemos, o álbum vazou na internet 17 dias antes do lançamento, para alegria dos fãs e desespero da equipe de Brit, que previa o lançamento para dia 29 de março.

Este é o sétimo álbum de estúdio da srta. Spears, sucessor de “Circus”, de 2008. Nesse meio tempo, a princesa do pop lançou apenas – mais uma – coletânea, responsável por “3”. Cinco anos atrás, seria classificado como “alternativo”, mas “Femme Fatale” é um album bem experimental, mais até que o “In The Zone” (2003) e mais eletrônico que o “Blackout” (2007). Na verdade, é uma evolução, um “Blackout 2.0”. Como o site PopJustice definiu, o DNA do álbum é o dubstep, mas que tornou o trabalho final mais como um popstep/dance. Graves de te deixar arrepiado e umas vibrações metálicas alucinantes resultam num som agressivo que compõe essa, que pode ser considerada a obra-prima da carreira de Britney.

O The Sun ainda apontou que Spears “passou de rainha do pop para rainha do hardcore dance”. Até porque esse álbum não tem baladas, o que ela já não faz há muito tempo, mas tudo bem: o autoconhecimento finalmente fez Britney perceber que a voz dela é boa mesmo para as pistas de dança. A More! Magazine elogia dizendo que “o álbum tem um toque [de dubstep] do começo ao fim, mas  (…) ainda é um clássico pop e coloca muitos dos sons mal feitos que estão por aí hoje em dia no chinelo“.

Bom, dito isso, vamos à crítica faixa-a-faixa.

Para baixar o álbum, ler a crítica faixa-a-faixa, ver mais fotos, e o clipe de “Hold It Against Me”, clique em Continue lendo…”

Till The World Ends
A melhor forma de abrir o álbum. A faixa, escrita por Ke$ha, em parceria com Max Martin, é algo que você conseguiria ouvir perfeitamente ela cantando. Mas não é à toa que Britney faz o sucesso que faz até hoje. Ela tem o timbre que só ela tem. É o segundo single e a mais cotada do álbum para ser um hino das boates em 2011. Seria “I Gotta Feeling” desse ano. Consegue passar a alma do álbum, porque vai crescendo e crescendo à medida que vai passando. Britney já deixa de ser simplesmente auxiliada pelo auto-tune e começa a brincar com ele. Distorções sem medo de ser feliz. Já dá pra imaginar o estrago que vai fazer nas boates, com a galera cantando os “ooooohhhh”s em coro. Pena que é meio repetitiva, o que não é problema nenhum nos clubs, né?
Nota 9,5.

Hold It Against Me
Você já leu sobre o primeiro single desse álbum aqui, mas só para dar um gostinho… “Sem ‘baby’s, Spears impressiona no peso do instrumental, num dubstep meio psy-trance progressivo que jamais pensaríamos combinar com a voz dela. É difícil ficar parado e não colocar a faixa no repeat. Totalmente diferente da demo, que tinha um instrumental completamente genérico e datado.”
Nota 10.

Já viu o clipe? Claro, né? Pois veja de novo:

Inside Out
É dubstep, do início ao fim, executado com a perfeição que Billboard já prometia antes do lançamento do álbum. Britney mostra por que é ela quem manda nas distorções do auto-tune há mais de 10 anos, com um “c’mon” no início do refrão de arrepiar. Tem um grande futuro como single. O hook é um dubstep com um baixo enlouquecedor. Ela ainda cita seus grandes sucessos “…Baby One More Time” e “(You Drive Me) Crazy”. Lembra um pouco “My Love”, do Justin Timberlake, na versão ao vivo. É aquela faixa que você ouve e já fica louco para aprender a letra logo. Também, quando alguém diz “cale a boca e me vire do avesso”, a gente até presta atenção, né? Excelente música.
Nota 10.

I Wanna Go
Essa é a Britney que nós conhecemos e amamos. A dance music que ela faz de melhor, do jeito único que só ela tem. Umas harmonias nas estrofes que estavam fazendo falta há algum tempo. Tem tudo para ser outro hino nas boates e se tornar mais um clássico no portfolio de hits de Spears. Indiscutivelmente, a melhor faixa do álbum. Não tem como ficar parado ouvindo ela, e não tem como não colocar no repeat. Refrão alucinante. Você não tem como não cantar “I I I wanna go-o-o all the way-ay-ay…” Obviamente, produzida por Max Martin, em parceria com Dr. Luke. É interessante que as notas do refrão lembram os “la la la”s de “If U Seek Amy”. Digna de entrar para a tracklisting de “Celso Portioli faz a festa”, lembra? Aquelas músicas que a gente malhava ouvindo. Com uns assovios que lembram “The Killer Song”. Precisa ser single.
Nota 10.

How I Roll
É uma daquelas que não passam por nosso gosto de primeira. Precisei ouvir algumas vezes para apreciar a música de verdade. Produzida por Bloodshy, os mesmos produtores de “Toxic”. Tem uma batida que lembra algumas das músicas da banda Zemaria. Bem lounge. Tem uns “ah uh uh ah”s que lembram a abertura do Fantástico. Rs. A voz de Britney está bem mais suave, lembrando “Early Morning”, do álbum “In The Zone”. É uma música bem experimental para uma cantora pop.
Nota 7.

(Drop Dead) Beautiful (feat. Sabi)
O instrumental do início lembra bastante “Like A G6”. Mais um chiclete para a lista de Britney. Não precisa nem de remix para bombar nas boates. Nada que uma versão estendida não resolva. O dubstep também está aqui marcando presença. A participação de Sabi quase que passa despercebida, mas é bacana. Você acaba imaginando, como seria Nicki Minaj ou até mesmo Ke$ha fazendo esse trabalho, o que não significa que seja ruim, mas é descartável e nada marcante.
Nota 9,5.

Seal It With A Kiss
É a faixa algodão doce do cd. Na verdade, é a faixa doce. Os “ooh ooh ooh”s são chicletes. A voz de Spears é super doce. Mas é um instrumental super moderno, 3.0, com uma batida meio midtempo, sem ser tão lenta. O bridge da faixa tem aquele dubstep que a gente vem sempre falando e que Brit mostra que aprendeu direitinho, mostrando que pop e dance music podem se conectar resultando em música boa, fazendo sucesso e criando tendências, nessa nova era.
Nota 9.

Big Fat Bass (feat. Will.I.Am)
A faixa mais irritante do álbum, a pior dele – todo CD tem uma, né? Quem curte Will.I.Am e Black Eyed Peas tem grandes chances de curtir a faixa – o que não é o meu caso. Não é nada que eles já não tenham feito. É um instrumental bem dance, tuntz tuntz clássico, juntamente com vocais que são autotune puro e repetição à exaustão de “the bass is gettin’ bigga”. Tem um toque meio nostálgico ao instrumental em alguns momentos. Obviamente não poderia faltar o rapzinho do compositor, produtor, participante e irritante Will.I.Am. Mas, apesar de tudo, tem uma pegada evolutiva, que vai mudando as batidas e dando uma cara diferente à medida que a música vai passando.
Nota 6.

Trouble For Me
Parece uma coisa meio Ke$ha, mas que só timbre de Britney consegue fazer bem, e originalmente. Com vocais bem mais agressivos, é uma faixa que deixa claro que Spears também se pôs em posição de correr riscos ao gravar esse álbum. O instrumental em alguns momentos lembra “On The Floor”, da Jennifer Lopez. O autotune também marca sua presença aqui. Se bem me recordo, esse foi o primeiro CD em que Britney usou o autotune sem medo de ser feliz, distorcendo mesmo a voz, e brincando à vontade.
Nota 8,5.

Trip To Your Heart
Uma batida super dance, mas super etérea também. A voz de Spears aparece mais doce, gentil e meiga. Se você fechar os olhos, você se imagina voando pelo céu, ou em paisagens bem brancas. Um etéreo meio caótico que, em certos momentos, lembra “Get Together”, da Madonna, parece que é produzida por William Orbit, mas ainda mais original e moderno. A impressão que dá, é que Britney havia acabado de acordar ao cantar a faixa. É a faixa que melhor se encaixaria na tracklisting do “Blackout”. Parece trilha de desenho japonês. A faixa é produzida também por Bloodshy, que também é responsável por “Radar”.
Nota 8.

Gasoline
Os famosos gemidos de Britney abrem a faixa, numa guitarra bem discreta. Bem upbeat, sem ser necessariamente dance. Na verdade, é a mais pop do álbum. O instrumental do refrão lembra “TiK ToK”, da Ke$ha. A repetição do “you set me on fire” e dos “yeah”s fazem a gente querer aprender a letra rapidinho. Dá vontade de colocar no repeat. Tem uma batida bem seca. O autotune aparece bem discreto. Uma excelente faixa. A bridge faz a gente imaginar uma super coreografia para acompanhar. É difícil ficar parado.
Nota 9,5.

Criminal
A faixa começa com aquelas flautinhas que lembram aqueles colombianos que cantam nas pracinhas que geralmente têm feirinhas, sabe? É uma faixa que acaba caindo no nosso gosto depois da segunda ouvida. A voz de Spears está particularmente mais fina que de costume. Lembra bastante “Nothing Fails”, da Madonna. Apesar da letra contar sobre um amor bandido, a melodia é bastante emotiva – apesar de meio previsível. O autotune também não fica tão visível – ou audível, né? – nessa faixa. É uma forma bacana de terminar o álbum. Apesar de nos lembrar de algumas músicas antigas, é bastante moderna e nos deixa perguntando o que será que Britney ainda consegue fazer. Os sintetizadores, bem mais discretos, se casam perfeitamente com violões, resultando numa faixa bem folk, midtempo, que nem parece ser escrita por Max Martin. É o tipo de faixa que encerra um trabalho nos dando a certeza de que a carreira de Britney ainda tem muitos anos pela frente.
Nota 9.

Para baixar o álbum “Femme Fatale”, clique abaixo:

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Um pensamento sobre “A mulher fatal…

  1. Pingback: Femme Fatale: A Era. O lançamento do álbum. « Mercado Pop

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