A melhor experiência de nossas vidas…

Não há palavras diferentes dessas para expressar exatamente o que achamos do show da rainha do pop Madonna, com sua turnê Sticky & Sweet. Esse é o primeiro show de Madonna em terras tupiniquins depois de 15 anos, quando ela nos trouxe a turnê Girlie Show, em 1993. Para você, que já viu as filmagens de internet, DVDs e clipes, esqueça tudo! Eles não mostram nem metade da energia que o show ao vivo passa.

Pôster oficial da turnê.

Claro que, para contar tudo sobre como foi o show, precisamos explicar tudo o que aconteceu no dia. Eu, Ohana e Douglas tivemos a honra de assistirmos ao primeiro espetáculo que aconteceu aqui no Brasil, no dia 14 de dezembro.

Comecemos pela noite anterior, no dia 13, em que todos os nervos estavam à flor da pele e dormir antes da 1h da manhã foi impossível. Para que pudéssemos pegar nosso ônibus às 6h, nada mais seguro que acordar às 4h. 6h10, deixamos Vitória, ES, rumo ao Rio de Janeiro.

Depois de uma longa viagem, assistindo altos DVDs da Confessions Tour, Girlie Show entre outros, apelidando o banheiro de Wanessa Camargo (W.C.), almoçando em um restaurante caríssimo (com a comida a R$ 25, vê se pode?) chegamos ao Estádio do Maracanã às 15h30.

De lá, cada um de nós foi buscar seu lugar na fila, claro! Eu, o único de toda a excursão que conseguiu um ingresso para a Pista VIP, estava sozinho. Cheguei à entrada do meu portão (procurando pela fila) e encontrei pessoas acampadas já para o show do dia seguinte. Eles me apontaram o fim da fila. Andei, andei, andei até encontrar… E encontrei. O fim da fila e uma galera hiper animada (que também estavam meio que sozinhos). Nada mais natural do que me juntar a eles, né?

Assim, nos tornamos amigos de infância, mesmo tendo nos conhecido há 1h. Lá pela fila comprei uma camisa (que vááááários camelôs estavam vendendo), uma capa de chuva (já que o tempo não decidia se chovia ou não), e um buttonzinho (que quebrou no meio do show ¬¬ mereço?). Além disso, ainda conheci Rafael Augusto (quem?), um dos webmasters do MadonnaOnline, o maior site da Madonna aqui no Brasil.

Enfim, 3 horas e muitos furões de fila depois, entramos no estádio, passando por policiais nos revistando, e várias catracas. Recebemos nossas pulseiras da Pista VIP e entramos. Novamente, nenhum DVD passa metade da grandeza da estrutura daquele palco. Tudo bem, ele é até relativamente pequeno, mas a altura é algo insano. São seis telões no palco principal (sendo que um deles se desfaz em fatias) e dois cilíndricos no topo do fim da passarela. Isso sem nem mencionar os dois M’s, um de cada lado do palco.

O monstruoso palco.

Nem acreditamos quando vimos que íamos ficar tão próximos à passarela. Entramos ao som do DJ Paul Oakenfold, que já estava aquecendo o público tocando hits como “SexyBack”, de Justin Timberlake e “Don’t Stop The Music”, da Rihanna. Até então nada de chuva. Só um céu bem carregado.

À espera de um milagre do show começar, imaginem a minha surpresa quando vejo ninguém menos que Murilo Rosa, na companhia de Jaime Monjardim conversando bem ali na frente. Claro, não pude deixar de tirar uma foto. Às 8h, horário marcado para o início do show, adivinha quem chega? Madonna? Não. A chuva. E assim, ela segue até a hora de irmos embora. Para melhorar, eu estava logo embaixo de onde a cobertura da passarela terminava. Então, aquela água empoçada sobre a cobertura caía na forma de pingos quarenta e cinco vezes maiores do que os normais. Mas tudo bem, né?

Após a longa espera (que parece ainda maior depois de estar desde as 3h30 em pé), as luzes se apagam, mais precisamente às 8h35, e de repente, um M muito brilhante aparece no telão principal dando início ao espetáculo mais aguardado do ano.

Confira abaixo um vídeo exclusivo com um resumo de tudo o que rolou no show mais esperado dos últimos 15 anos aqui no Brasil, editado por mim ^^:

Para saber como foi o show, ver várias fotos e ver vídeos das músicas, clique em “Continue lendo…”

Candy Shop
Do M brilhante se desenrola uma introdução que parece não ter fim, principalmente com nossa ansiedade e com a ficha caindo de que finalmente iríamos assistir a um show da rainha do pop ao vivo.  O telão principal de “desintegra” em fatias e Madonna surge, imponente em seu trono, começando a cantar a primeira faixa do CD. Logo de início já percebe-se que é um espetáculo milimetricamente ensaiado (especialmente quando já se conhece o histórico das turnês de Madonna). Além do espetáculo, o público também estava mais do que ensaiado, cantando todas as palavras da música.

Beat Goes On
Sem pausa entre a primeira música e a segunda, já ouvimos e vemos diferentes sons, e imagens característicos dessa faixa. É difícil acreditar que a primeira música já passou. Mas logo no primeiro momento em que Madonna tem entre os versos da música, ela diz “Alright, Rio de Janeiro! That’s what I’m talking about”, fazendo o Maracanã ir à loucura. Esse é o primeiro momento em que Madonna usa a passarela. Com a atenção toda para ela, foi impossível notar (principalmente para mim, que estava tão perto dela) um carro aparecendo atrás do telão no palco principal. Esse carro vai até o fim da passarela, e o Brasil deu as boas vindas à rainha do jeito que sabemos fazer melhor. Foi muito bom ver a expressão de Madonna de “Não estou acreditando!”

Human Nature
Para mim, esse foi um dos pontos altíssimos do show. Madonna com uma guitarra tocando, com um ‘segurança’ segurando um guarda-chuva, enquanto Britney Spears rouba a cena, aparecendo no telão presa dentro de um elevador tentando sair, e dizendo algumas frases da letra da música. O ápice da música é o final, quando Britney sai do elevador e diz sua frase “It’s Britney, bitch”. O Maracanã vai abaixo.

Vogue
Ainda emendando a música anterior, ao som de “tick tock tick tock tick tock’s” começa um dos maiores sucessos da carreira de Madonna. Tá, é velha, mas quem não conhece? E quem não gosta? Aliás, quem não conhece nem o ritmo e nunca dançou ao som dela, que atire a primeira pedra. Numa versão com o instrumental de “4 Minutes”, Madonna arrasa dançando e cantando ao vivo (coisa que nunca tinha feito nessa música em turnês anteriores). O maior coral da história desse país, se forma no refrão dessa música. É impossível até ouvir a voz de Madonna quando o Maracanã todo canta “C’mon, vogue, let your body move to the music, hey hey hey…” Descendo por um elevador no palco principal, Madonna finaliza a última música do Bloco Pimp. Mais três blocos vêm por aí.

Die Another Day (Vídeo)
Separando os dois blocos, é exibido no telão imagens de M-Dolla, a lutadora encarnada por Madonna para o encarte do mais recente álbum, Hard Candy e no tourbook dessa turnê. Enquanto Madonna se contorce toda no vídeo, dois lutadores… bem… lutam no palco principal a caminho da passarela, onde, no final, é montado um ringue de boxe. Ringue que NINGUÉM viu sendo montado. A atenção é tão voltada ao vídeo que o que acontece fora dele, passa completamente despercebido. Eles lutam, e lutam e acaba o vídeo.

Into The Groove
Abrindo o Bloco Anos 80 outro hit de Madonna. Novamente, a platéia vai ao delírio quando vê aquelas imagens multicoloridas projetadas por aqueles telões imensos. Não há uma palavra dessa música que fique sem ser cantada pelo público. Madonna pula corda, em um certo momento, até duas (sem errar). Pula na mesa do DJ, roda no mastro, enlouquece. Na verdade, ela enlouquece a platéia. Com samples de “Jump”, a música tem um instrumental muuuito melhor que em sua versão original. A apresentação termina com Madonna jogada no chão e com um som de batidas do coração.

Heartbeat
O som já anunciava essa excelente música do Hard Candy. Após muito som de coração e imagens de um eletrocardiograma nos telões, começa “Heartbeat”. Para ser muuuuito sincero com todos vocês, eu não lembro de nenhum acontecimento que vale a pena ser citado aqui. Na verdade, já para o final da música, quando ela diz “See my booty get down like…”, Madonna está na ponta da passarela, se balançando inteira. É legal.

Borderline
Acaba Heartbeart e Madonna está no palco principal com o microfone em um pedestal se preparando para a versão em rock dessa clássica. Muita gente canta, mas eu, por exemplo, fiquei só assistindo. Nas cadeiras não teve uma palavra sem ser cantada, novamente. Já na pista, muita gente ficou parada. Não curto muito essa música. Mas foi legal. Nessa, Madonna toca sua guitarra e canta ao vivaço.

She’s Not Me
Um dos pontos mais altos da noite. Madonna começa dizendo: This is for the ladies”, dedicando a música a todas as moças ali presentes. Enquanto várias imagens das inúmeras fases da rainha do pop pipocavam no telão, ela explorava cada canto de seu palco, levando todos os fãs à loucura. A segunda metade da música, ela passa na passarela, “desmontando” o look de suas dançarinas (isso depois de beijar uma delas), que estão de noiva, material girl e afins. Ainda soltou um “Putaaaa…” (em português mesmo) em uma parte da música. Em um certo momento, a maior surpresa da noite aconteceu. Devido à chuva e ao palco molhado Madonna vai ao chão. Sim, ela caiu mesmo. E de bunda. Igual a uma jaca. Tá. Foi engraçado. Mas ela, sem perder a majestade, levanta com um sorriso envergonhado e terminou a música, enlouquecendo. Jogou os óculos em formato de coração para a platéia, jogou sua jaqueta no chão, e jogou o shortinho vermelho pra platéia também. Daí, Madonna vai engatinhando até o palco principal enquanto ouvimos o início da próxima música.

Assista à performance completa de “She’s Not Me”

Music
Outra música em que fica quase impossível ouvir a voz de Madonna. Todo mundo se acaba nessa música, que tem um sample de “Put Your Hands Up”, de Fredde Le Grand. É outra música em que o Maracanã vai abaixo. Vestida com outro shortinho, dessa vez, roxo. As coreografias são eletrizantes, e Madonna está animadíssima. No momento da letra em que ela diz “And when the music starts, I never wanna stop” e a música pára, Madonna olha para cima e diz: “Please! Fucking stop!” (algo como “Por favor! Pára, porra!”), se referindo à chuva, fazendo com que todo o público do estádio fosse à loucura.

Assista a um trecho da performance de “Music”

Here Comes The Rain Again (Vídeo)
Depois de terminar a musica anterior dentro de um metrô projetado pelos telões, mais esse vídeo é exibidos nos telões. Uma animação em 3D com o tema de chuva (há!). É belíssimo, mas meio difícil de descrever. A música tem alguns samples de “Rain”, um grande sucesso antigo de Madonna.

Devil Wouldn’t Recognize You
Os dois telões cilíndricos descem e se posicionam na ponta da passarela. Ouve-se o som de trovões e imagens de chuva (ou simplesmente água) aparecem nesses telões. Depois de quase um minuto ao som de chuva e trovões, as luzes por dentro dos telões acende e revela Madonna em cima de um piano vestida de uma capa (que parece de chuva) cantando os versos de “Devil…” enquanto as imagens de gotas caindo continuam passando nos telões. Eis aí o primeiro defeito do show. As pessoas que estavam mais longe do palco viram um efeito espetacular, o que de perto, nem se imaginou, já que só víamos Madonna. Ao final, os telões sobem dando um efeito de um turbilhão de água subindo, efeito que, de novo, só foi notado pelas pessoas que estavam longe.

Spanish Lesson
Uma das piores músicas do álbum acabou saindo excelente no show. Madonna animadíssima começa perguntando “Habla español?”. Sem comentários, né? Precisa? Rs. O figurino e a coreografia ainda ajudaram. A música termina com Madonna no fim da passarela, novamente. Os dançarinos a acompanham.

Assista a um trechinho da performance de “Spanish Lesson”

Miles Away
Madonna e o violão, novamente cantando. Outro ponto alto do show. Os dançarinos sentam-se ao redor da ponta da passarela e, voltados para a platéia, a animam. O Maracanã inteiro canta acompanhando com palmas. Uma das músicas mais emotivas do CD, também fez isso aparecer no show. Os dançarinos faziam cara de “Não acredito nesse povo tão animado” e foi muito legal ver isso de perto. A música termina com todos no palco principal.

Assista a um trechinho da performance de “Miles Away”

La Isla Bonita / Lela Pala Tute
Outra versão um tanto quanto criticada, acabou sendo outro ponto alto do show. Todo o público cantava em uníssono. Com uma versão muito semelhante à apresentada por Madonna no Live Earth, com Gogol Bordello, todos ficaram muito empolgados. Era impossível ficar parado nessa música. No final, de volta à ponta da passarela. Antes de terminar a música e ela sentar novamente, Madonna até pega um pano e enxuga o palco (ainda cantando).

You Must Love Me
Antes de começar a cantar essa música, Madonna conversa mais um pouco com o público. E a chuva corria solta. “Então, eu gostaria de dizer que é muito bom estar aqui depois de 15 anos. Vocês estão gostando do show?”. Preciso dizer o que todos responderam? “Yeeees…”. “A chuva está atrapalhando?”. “Nooo…”. “Vocês querem ouvir mais música?” “Yeeees…” “Preferem que eu pare?” “Nooo…”. Daí, Madonna soltou um “Obrigado” em português. Pra quê, né? O sonho de todo brasileiro é ouvir o artista falando português. Enfim, todo mundo enlouqueceu. E assim, ela começou a música que está na trilha de Evita. Ao final, Madonna ainda pergunta “Quem vocês amam?” e todos em uma só voz gritam “Yoooou... enquanto os telões cilíndricos descem para exibirem o próximo vídeo, que abre o próximo e último bloco.

Get Stupid (Vídeo)
Essa é a parte politicamente correta do show em que mostram vídeos de autoridades “do mal” montados de forma que pareça que eles estão dizendo “Get stupid”, (algo como, Fique burro!). Enquanto Madonna canta frases como “Levante-se! Está na hora! A escolha é sua! O mundo é seu! A hora é agora! Não há tempo a perder!” enquanto mostras imagens de desmatamento, fome, e problemas do mundo. No final, ainda exibe imagens dos “bons samaritanos” e ela inclui: Bill Clinton, Bono Vox, Oprah e (é claro) Barack Obama. Tudo regado a muuuito “tick tock tick tock”. Brilhante o vídeo!

4 Minutes
Quando tocam as “trombetas do apocalipse” e Timbaland surge ocupando três telões (tadinho, tá acima do peso), é impossível deixar de arrepiar e enlouquecer enquanto ele fala “I’m outta time and all I got is 4 minutes…”. Depois entram quatro telões menores quase do tamanho de uma pessoa, em que Justin Timberlake é projetado e Madonna interage com ele. Uma loucura. Não há uma pessoa no Maracanã que fique parada nessa música.

Assista a um trecho da performance de “4 Minutes”

Like A Prayer
Esse é definitivamente o ápice do show. Pode ter certeza de que melhor que isso, o show não fica. Um instrumental que caracteriza totalmente o nome do bloco Rave enche a música de tal forma que o estádio fica pequeno para o tamanho da energia que vem de Madonna e do palco. Os telões dão um efeito indescritível, exibindo mensagens de sabedoria. É o momento em que a Cabala toma conta do show. O grito do público é ensurdecedor. Não há um infeliz na platéia que não cante e pule ao som desse clássico. De todas as músicas, é a que ganhou a melhor repaginada. Algo parecido com Madonna sendo exorcizada, tendo seus pecados queimados, enquanto ela é envolvida pelo telão cilíndrico que exibe muitas imagens de fogo (outro efeito que só quem estava longe viu). A backing vocal Nikki Harris ainda aparece e dá um show.

*A foto acima não foi tirada do show do Rio de Janeiro. Ela é uma foto profissional, só para ilustrar o efeito descrito acima.

Ray Of Light
Após sumir dentro do telão, Madonna reaparece no palco principal para apresentar a mesma versão da Confessions Tour. Nem tem muito o que adicionar. Ela toca e canta ao vivo. Inclusive com todo o público cantando junto. Todo o estádio. Enquanto a música tocava, lasers iluminavam o teto das arquibancadas centrais. Uma loucura.

Express Yourself
Ao final de Ray Of Light, Madonna conversa mais um pouco com o público. Aliás, muito. São quase 10 minutos conversando. Não sem antes fazer bichinhos de sombra no telão atrás dela. A galera começou um “Meeengo… Meeengo…”. Depois, mandou todos cantarem com ela uma música para a chuva. A música era assim:Aleleo, aleleo / Fuck the rain, it has to go / If it don’t go, I’ll have stay” (Foda-se a chuva, ela tem que ir embora / Se não for, eu vou ter que ficar). Depois de cantar um bocado dessa música, Madonna disse: “Esse é o momento do show em que eu escolho alguém muito especial para pedir uma música antiga para eu cantar”. Ela apontou para um infeliz sortudo que nasceu com o traseiro virado para a lua, chamado Fábio e ele pediu “Everybody”. Madonna disse: “Everybody? Eu não gosto dessa música. Eu até gosto dela, mas não quero cantar. Escolha outra.” Daí, ela ouviu outra pessoa gritando por “Express Yourself”. E assim, ela disse: “Express Yourself? É pra já. Ok. Então eu canto um verso e vocês cantam outro. Trabalho em equipe. Eu sei que os brasileiros entendem de trabalho em equipe”. E foi assim. Ela repetiu a música da chuva, perguntou se parou de chover, mandou pararem de jogar “shit” no palco dela (um amor de pessoa). Até que ela disse: “Vocês querem ouvir outra?” A resposta foi unânime: “Yeeees…”. Esse vídeo aqui mostra tudo. Infelizmente ele não permite incorporação. Ô povinho chato.

Assista à parte em que ela canta “Express Yourself”:

*Esse vídeo não foi filmado por mim.

Hung Up
Antes de começar essa, Madonna fala que vai cantar outra, mas o microfone falha e ela faz uma cara de “Porra!”. Outra com uma repaginada no estilo rock. Muito melhor ao vivo que nos audios que já tinhamos ouvido. A galera também cantou tudinho. Sem errar nada. Mas nada de muito diferente.

Give It 2 Me
Agora nessa sim, era impossível ver uma pessoa indiferente. Não havia essa possibilidade. Cada alma presente naquele estádio pulava. Enlouquecidamente. Quando ouviam o refrão dizendo “Give it to me, yeah!”, todos perdiam a cabeça. Ao final dela, Madonna mandava todo mundo cantar e ficar repetindo o refrão. Ela estava tão enlouquecida que desceu do palco e cantou com a galera ali em baixo. No final da música, um dos dançarinos de Madonna pegou a bandeira do Brasil de alguém na platéia e dançou com ela. Infelizmente, o show já estava acabando e, depois de 2h de show, e 8 minutos de música, Madonna era escondida por um telão no palco principal com as palavras “Game Over”.

Assista à performance completa de “Give It 2 Me”

Após a descida desse telão, começou a tocar o instrumental de “Holiday”, dando alguma esperança aos fãs de que Madonna ainda ia cantá-la, mas não. Se não estava no script, ela não ia cantar. Corremos em direção às lojinhas de produtos oficiais localizadas dentro do estádio para comprar nossos souvenirs. Camisas oficiais, bolsas, buttons, livros e tudo mais. Eu comprei o tourbook e uma camisa, Douglas comprou o tourbook, buttons e a munhqueira e Ohana comprou o tourbook. Tudo com o preço bem salgado, mas quem já tinha pago um valor um tanto quanto alto para estar ali, pagaria mais um pouco por lembrancinhas.

Então. A vantagem de assistir o show por DVD é que a edição direciona seu olha para o que é mais importante naquele momento (sem contar uns pisões no pé a menos). Só que ao vivo, a energia é outra. É tudo tão mais surreal e mágico que vale a pena ficar sem andar e falar por alguns dias (que drama, né?).

O fato é que não é à toa que Madonna é a artista mais respeitada do show business. Com aparatos tecnológicos de última geração e com um show tão grandioso quanto esse (que ainda assim, é menor que sua última turnê, Confessions), é difícil não ficar impressionado e adimirá-la, mesmo não sendo fã. Isso acaba deixando os fãs mal acostumados, com espetáculos grandiosíssimos. Tanto que teve muito fã que não gostou desse show, por ele ser menor que a turnê passada. Mereço?

Outra coisa interessante é que apesar de 2h de duração, ao vivo, o show não parece ter mais que 30 minutos. E foi unânime a opinião de que depois que tudo acontece e que estamos a caminho de casa, a experiência foi tão surreal que fica difícil saber se realmente presenciamos tudo aquilo.

*Todos os vídeos desta página foram filmados por Pacheco Jr. Algumas fotos foram tiradas por mim, Ohana e Douglas. Outras foram retiradas do orkut. Caso você seja dono de alguma dessas fotos e deseja que retiremos, contate-nos.

Agora, fiquem com algumas de nossas fotos:


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4 pensamentos sobre “A melhor experiência de nossas vidas…

  1. Bom, depois da experiência de ver seus fãs eufóricos e eletrizantes, só espero que ela possa voltar mais vezes.. Pq,falando sério,público igual a esse do Brasil, ela não terá em nenhum outro show.

  2. Pingback: O Circo estrelando: Britney Spears « Mercado Pop

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