
The Bravery é uma banda norte-americana de rock alternativo. Formada no ano de 2003, é composta por Sam Endicott (vocais, guitarra), John Conway (teclado), Anthony Burulcich (bateria), Michael Zakarin (guitarra) e Mike Hindert (baixo).
A maioria das pessoas que conhece e gosta da banda, acabou conhecendo-a através dos seus primeiros singles “An Honest Mistake” e “Fearless” do seu primeiro álbum, de 2005, que chegou ao Top 20 nos Estados Unidos e ao Top 5 no Reino Unido, mas podemos dizer que a banda começou a ter mais visibilidade graças ao fã Josh Schwartz, diretor das séries de sucesso THE OC e GOSSIP GIRL, que adicionou sucessos de suas bandas preferidas à trilha sonora das séries.
O single do novo album do The Bravery, “Believe”, entrou na roda, e aparece em alguns episódios de Gossip Girl, fazendo os fãs da série começarem a baixar a música e se interessar pela banda.
Foi assim que eu me interessei pelo The Bravery também, diga-se de passagem. E foi assim que, quando vi seu cd mais recente à venda, o “THE SUN AND THE MOON”, comprei sem demora… E não me arrependi.
A banda tem uma característica única, e um ponto a mais pelo vocal de Sam Endicott, com um timbre diferenciado, não como qualquer banda de rock nova que aparece por aí.
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Atenção!
Na playlist acima, ouça primeiro a parte AMARELA do album (correspondente ao ‘SOL’ ou ‘THE SUN’) e depois a parte AZUL (correspondente à ‘LUA’ ou ‘THE MOON’).
REVIEW 1: ‘THE SUN’ (cd principal)
O cd começa com uma “INTRO” de 29 segundos com um órgão e uma guitarra bem discreta ao fundo, criando um clima para a segunda faixa, o single mais famoso “BELIEVE“, com uma guitarra limpa fazendo um lead que fica na cabeça, órgaos (bem timbrados) acompanhando, e com um refrão que te deixa cantando o dia inteiro.
A terceira faixa, “THIS IS NOT THE END“, numa mistura de Red Hot Chilli Peppers com Oasis, tem uma batida quebrada e gostosa de ouvir, com um tecladinho dando um charme à música com seu timbre mais doce, contrastando com as guitarras marcadas. Também com um refrão que fica na cabeça, principalmente com o “La La La La La” após a frase que denomina a música.
“EVERY WORD IS A KNIFE IN MY EAR“, a 4ª faixa, com mais bateria bem quebrada, dançante, e com guitarras bem distorcidas, é uma das mais rock n roll do album. Pode chegar a ser um pouco enjoativa por causa do vocal um pouco dissonante em algumas partes, mas o instrumental é de babar.
A faixa de nº 5, “BAD SUN“, é uma música mais ‘easygoing’ e com um toque um pouco mais infantilizado pelo timbre da guitarra na introdução e pelos assovios marcando a melodia, apesar da letra não ser tão infantil assim.
“TIME WON’T LET ME GO“, a 6ª música do album, tem um clima parecido com a 2º faixa, com bateria e guitarras marcadas e contínuas, com um lead de interlúdio e introdução reforçando o refrão. É outra que você vai cantar à vontade sem lembrar da letra, apenas do “pa pa pa pa pa” e do “Tiiiime won’t let me gooo-oooo”.
“TRAGEDY BOUND“ nos traz um violão acústico acompanhado de um piano bem ao fundo, vocais pouco divididos, e é uma das mais easylistening. Tem ainda uma surpresa no meio: Um cello, dando todo o charme da música, abrindo para violas e mais cellos.
A oitava faixa, “FISTFUL OF SAND“, com um lead de teclados repetido e que fixa em nossa cabeça, guitarras mais “largadas” – por assim dizer, criando todo um ‘mood’ diferente.
“ANGELINA“, 9ª faixa, guitarras e bateria marcadas, vai te deixar cantando o “tchu tchu ru ru tchu ru ru”. Uma das mais legais do cd, talvez por falar de uma mulher, não deixa de ser um rock n roll bem maneiro, mas com um toque mais doce e contagiante.
Bateria à lá U2 começam a 10ª faixa, “SPLIT ME WIDE OPEN“, com um lead de guitarra contínuo e dedilhado. Para exemplificar o que seria essa música, ousaria dizer que seria algo meio U2 misturado com New Radicals.
“ABOVE AND BELOW” começa bem easy, com apenas vocais e teclados, depois sendo acompanhados pelo baixo, já entrando no ritmo que lembra um reggae rock com a guitarra e a bateria. Lembra muito o estilo Skacore.
A última faixa, “THE OCEAN“, easylistening, com violinos, violões acústicos e guitarras pouco distorcidas e a bateria acompanhando ao final com o fechamento ideal para o album, que sai um pouco do Rock n Roll mais pesadinho para acalmar a galera com uma música mais emocional, e é essa música que dá o nome para o álbum, tendo em sua letra o verso “The Sun and the Moon, the ocean of air”.
REVIEW 2: ‘THE MOON’ (2ª versão)
O 2º CD do album ‘THE SUN AND THE MOON’, versão completa, é uma regravação do cd principal – correspondente ao ‘THE SUN’.
O Lado ‘MOON’ do cd do The Bravery conta com uma introdução diferenciada: Um clássico de Chopin, um Noturno, é tocado de uma forma muito quebrada por um órgão com bastante delay, dando o clima para a entrada de um cd com as mesmas músicas do ‘THE SUN’, porém completamente dissonante, com harmonias até tenebrosas, sombrias e realmente NOTURNAS.
Vale a pena escutar o lado B, The Dark Side of the Force do The Bravery nesse album diferenciado, mas gastem o tempo ouvindo mesmo o lado ‘THE SUN’. Mas a comparação entre os dois é válida
O álbum “THE SUN AND THE MOON” foi produzido por Brendan O’Brien.
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